Perfeição no Devir...

2009-05-06 14:36:17

 

 

 

 

 

 

Ouvimos frequentemente dizer que nada é perfeito. Mas será a Vida que nos demonstra isto ou esta noção é apenas reacção ao que acreditamos?!


Afinal de conta o que é que se nos apresenta como imperfeito?!

 

A resposta tem a sua origem na concepção parcial que temos de nós mesmos ignorando o «plano maior». Senão vejamos: A Natureza sucumbe ao seu ritmo sempre em constante transformação, com o Outono, o Inverno, a Primavera e o Verão nas suas manifestações: o vento e a queda das folhas, a neve e as nuvens escuras, a chuva e o florir das árvores, o calor e o sol radioso. Reagimos a estas condições exteriores gostando mais de uma estação do que de outra mas, em consciência, não as achamos imperfeitas. Agora paremos um momento para reflectir: também nós temos momentos tristes e alegres, activos e passivos, apaixonantes e penosos entre tantos outros. Sentimo-nos sem rumo, perdidos ou vazios para noutra altura já não ser nada assim. Estamos em constante transformação, tal como a Natureza, mas teimamos em seleccionar, fraccionar e rotular aquilo que não queremos sentir ou experienciar.

 

Ambicionamos o que ainda não temos… e saímos para o Futuro; carregamos os nossos falhanços, fracassos, insuficiências, medos… e perdemo-nos no Passado… Estagnados nesta consciência parcial e limitada de nós mesmos, jamais estamos presentes no que está realmente a acontecer… e ausentamo-nos de nós mesmos. Mas o Universo é um Mestre sábio se o escutarmos e oferece-nos as quatro estações com tudo a que temos direito: o quente e o frio, a chuva e o sol, o florir e o cair das folhas. O instante, os momentos, as fases… têm uma existência temporária e absolutamente necessária, tal como as estações do ano.

 

Enquanto Seres Humanos e partes integrantes deste Ciclo, é fundamental que nos consciencializemos que tudo o que existe no exterior também se encontra no nosso interior… temporário e absolutamente necessário.

 

E a Perfeição? Essa apenas reside na parte de nós que divide em vez de unir, selecciona em vez de observar, rotula em vez de experimentar e se perde algures numa Estação que julga ser eternamente o que existe.

 

Ass. Psicóloga Vera Mendes
Consultório clínico SerEu

 







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